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Cobras-d'água é o nome dado as cobras que vivem na água ou nas suas
proximidades. Algumas passam quase que todo o tempo se aquecendo ao sol,
entrando na água a procura de alimentos, outras ficam sempre
mergulhadas.
Cobra-d'água-verde,
com coloração dorsal verde e o ventre amarelado. Muito agressivas e
tentam morder tudo o que se aproxima. Alimentam-se de rãs, peixes e
insetos. Também ovíparas.
Cobra-d'água-lisa são
cobras inofensivas e tímidas, de coloração variada, que passam a
maior parte do tempo mergulhadas. Adaptadas à vida aquática com
narinas e olhos situados em nível muito mais alto do que as outras
cobras, o que lhes permitem ficar submersas, somente com a cabeça fora
da água. Caçam dentro d'água, com a boca aberta, comem larvas de
insetos, anfíbios e peixes. São comum na Bacia do Rio Paraguai.
Jararaca, este nome
popular aplica-se a tipos diferentes de cobras, algumas inofensivas,
como a jararaca-do-campo. Normalmente designa mais comumente as cobras
venenosas que possuem duas fossetas lacrimais ou loreais, localizadas de
cada lado do focinho, entre a narina e o olho. As fossetas são órgãos
que percebem diferenças muito pequenas de temperatura e funcionam como
verdadeiras antenas, permitindo o animal encontrar ou capturar suas
presas, mesmo no escuro. Ao sentirem perturbadas, enrodilham e atacam
dando o bote. Atingem até 1.50m de comprimento.
Alimentam-se de vertebrados, especialmente lagartos e ratos. São
ovíparas e têm de 6a10 filhotes em cada ninhada.
Boipevuçu
(capitão-do-mato), são cobras de grande porte, chegando até a 2.50m
de comprimento, com faixas pretas ao longo do dorso, mais visíveis nos
filhotes, e quando adulto apresentam apenas pequenas manchas localizadas
em algumas escamas.
Vivem próximo a banhados e freqüentemente, são encontradas
dentro da água, e sendo assim consideradas semi-aquáticas. São agressivas e mordem com facilidade, se bem que não sejam peçonhentas. Quando se sentem ameaçadas investem achatando o pescoço lateralmente a fim de parecem mais assustadoras. Alimentam-se de rãs, sapos, peixe e também de aves aquáticas ou de banhado. |
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Os
Lagartos como o Camaleão,
(Iguana tuberculata) estão entre os maiores lagartos da América do
Sul e têm corpo delgado, patas desenvolvidas, com unhas grandes e cauda
longa. Distinguem-se dos outros lagartos por apresentarem uma fileira
denteada no torso, formando um "pente", que vai da nuca à
cauda. De baixo do queixo, o iguana ou camaleão tem um papo, que ele
estica e abre, nos momentos de ataque. Sua coloração cinza-esverdeada,
mais clara no ventre. O dorso pode ser uniforme ou manchado, e na cauda
existem faixas transversais escuras. Podem mudar de cor, conforme o
ambiente em que se encontram.
Vivem em campos e capões de mata, de preferência nas
proximidades da água. Têm hábitos essencialmente diurnos. Sobem em árvores
e podem ser vistos parados quase imóveis, sobre galhos ou touceiras,
onde se confundem com a vegetação. No chão se locomovem com grande
velocidade, mas só pequenos trechos. Nadam bem e mergulham por longo
tempo.
São herbívoros e se alimentam, principalmente de folhas e
frutos. São ovíparos; cada postura varia de 15 a 30 ovos de casca elástica
que a fêmea enterra na areia e lá permanecem até a eclosão.
O camaleão do pantanal alcança até 2 metros de comprimento.
Calango-verde, são
lagartos pequenos, de cauda muito longa, cilíndrica e afilada, cujo
comprimento ultrapassa o corpo. Podem perder parte da cauda devido a
brigas ou ataques, porém conseguem regenerá-la.
Vivem nos campos, em terrenos secos e têm hábitos diurnos.
Podem ser vistos no chão onde cavam buracos para se abrigar. Costumam
aquecer-se ao sol e mantêm-se altivo a altas temperaturas.
Alimentam-se de artrópodes e de pequenos vertebrados que
procuram entre pedras, troncos e folhas caídas. Podem também comer
restos de animais e de vegetais.
Na época de reprodução os machos maiores prevalecem sobre os
menores e perseguem as fêmeas durante bastante tempo antes do
acasalamento. Os calangos são ovíparos e têm várias ninhadas por
ano, com uma média de 5 a 6 ovos em cada uma.
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