Na estação chuvosa, as espécies mais procuradas deixam os rios e vão para as áreas inundadas, onde há mais alimento. No final de abril, quando as chuvas se tornam menos freqüentes e as águas começam a baixar, os peixes voltam aos rios novamente, sinal evidente de que as chuvas terminaram. A desova só vai ocorrer meses mais tarde, diversas espécie, reunindo-se em vastos cardumes começam de novo a nadar rio acima, porque as lagoas começam a secar. Fazendo acontecer a Lufada. A superfície fica fervilhando de peixes e milhares de lambaris, curimbatás, piavas, piavuçus, dourados, peixes-cachorros e piraputanga saltam nas águas, irradiando um brilho de ouro e prata nas rápidas trajetórias pelo ar. Não confundir com a Piracema, que ocorre na época da reprodução (novembro a janeiro) quando cardumes sobem os rios, transpondo as corredeiras aos saltos, para desovarem nas águas calmas das cabeceiras.

       

 

           Essas piracemas acontecem no segundo semestre, a intervalos irregulares entre uma espécie e outra. A piracema constitui, por si só, um espetáculo fascinante. Ao encontrarem algum obstáculo, como a cachoeira das Palmeiras, os peixes acabam formando uma concentração mais densa aos pés da queda d'água, buscando aí, saltar para o patamar superior. Nessa ocasião, fatigados pela luta contínua contra a correnteza e feridos pelas pedras no leito do rio, eles se tornam vulneráveis a ponto de poderem ser apanhados a mão por qualquer um.

          É devido à fragilidade apresentada pelos peixes durante a piracema - quando, mais do nunca, está em jogo a perpetuação da espécie - que a pesca é rigorosamente proibida nessa ocasião.

 

              Alguns peixes da região podem ser realmente perigosos, como o caso da piranha Serrasalmus spilopleura, peixe tido como máu-caráter e não muito nobre para a mesa. São encontradas geralmente em águas profundas e lugares silenciosos, apesar de serem muito vorazes não costumam atacar pessoas ou animais grandes, a não ser que estejam feridos ou invadindo os seus territórios. Os próprios animais que vivem à beira dos rios, lagoas ou corixos temem a piranha. As mais perigosas não são as maiores, mas sim as de pequenos porte, que em cardume atacam qualquer coisa que aparece.

          Vivem em rios, lagos e baías, preferindo as águas mais quente. Formam grupos, permanecendo imóveis dentro d'água, atentas pronta para o ataque.

          São carnívoras, extremamente vorazes, nas secas, quando as águas dos rios e lagoas se reduzem e o alimento escasseia, podem chegar a se entredevorar.

          Sua desova é abundante e ocorre em novembro ou dezembro.

          Os peixes mais ofensivos além da Piranha são: a Raia ou arraia, pirambóia, entre outros.

 

 

 

 

 

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