Os peixes de pequeno porte também se adentram na região, onde vão encontrar alimentação com mais facilidade, e os de grande porte os perseguem. Quando se dá a vazante, muitas vezes ficam aprisionados nas lagoas que se formam e acabam realizando ali mesmo a desova. Os alevinos encontrarão alimentação fácil de plâncton, desenvolvendo-se naturalmente. Quando se dão novas cheias, os mesmos, através de corixos, se adentram no rio, já adultos.

          O pacú, quando as águas baixam, muitas vezes consegue vencer grandes obstáculos nadando de chapa, como se costuma dizer, isto é , vai nadando de lado, procurando lugares com maior volume de água.

         Os campos são de planície, e quando há o escoamento, ficam como se fosse uma mesa, devido à pouca inclinação, os peixes que se encontram na parte rasa tem dificuldades em se locomover e nessas ocasiões são devorados pelos jacarés e por aves de rapina.

       As principais espécies da Bacia do Paraguai são : o Dourado Salminus maxillosus que pode chegar a 30 quilos e é considerado pelos pescadores esportivos como o "rei do rio" devido à valentia que exibe ao ser fisgado, procurando, com grandes saltos fora d'água desvencilhar-se do anzol, o Pacu ou pacupeva Mylossoma paraguayensis, com forma arredondada, gosta de comer frutos existentes às margens dos rios. Sua carne é muito apreciada pelos pantaneiros. Os peixes com escamas como a piraputanga Brycon hilarii,  o curimbatá Prochilodus lineatus, o piau, piava e o piavuçu Leporinius spp. e o Lambari gêneros Astinanax e Tetragonopterus, entre outros.

       Entre os siluriformes, estão as verdadeiras magestades aquáticas do Pantanal. São os chamados peixes de couro, que não possuem escamas e geralmente ostentam barbilhões junto à boca. Tem hábitos noturnos e se orientam principalmente através do olfato e do gosto. Destacam-se o jaú Pauliceia luetkeni que pode pesar mais de 100 quilos e o pintado Pseudoplatistoma corruscans, que possui carne saborosa e pode atingir até 25 quilos. Apesar de pertencer ao mesmo gênero, o pintado não é o mesmo surubim dos rios da Amazônia. Ainda entre os siluriformes: o barbado Pinirampus pirinampus, o cachara Pseudoplatistoma fasciatum, o jurupensém Sorubim lima, o jurupoca Hemisorubim platyhynchos, o palmito Ageneiosus brevifilis e o mandi amarelo ou mandi dourado Pimelodus clarias

 

 

 

 

 

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