O Paraguai é o principal rio do Pantanal, que praticamente serpenteia toda a região, por ocasião das chuvas em suas cabeceiras, e em toda a sua extensão, como também em seus tributários, costuma subir. Isso acontece praticamente todos os anos, na temporada dos aguaceiros. É por esse motivo que a região se tornou um criadouro de peixes natural.

        Nas grandes lagoas que se formam, a coloração das águas é das mais diversas, preta, amarela, vermelha, cor de areia, em virtude do aluvião que recebem. Muitas vezes o curso de certo rio é que deixa as águas ficarem de uma cor ou outra.

         A estrada que liga Miranda com Corumbá foi construída com a terra da região, e foi necessário cavar buracos em toda a extensão da estrada, para aproveitamento da terra, a fim de levantar a caixa da estrada. Quando a região se enche, os buracos recebem água e com as mesmas peixes, ovas e outros animais aquáticos. Com o tempo os peixes crescem se tornando adultos, com isso a fauna aumenta, chegando a criar uma superpopulação. Na época da seca os peixes saltam em todos os pontos da água, por falta de oxigênio. A alimentação também não existe com fartura, e, muitas vezes ao se apanhar um punhado de terra e lançar na água, os peixes se atiram com avidez, pensando que seja alimentação.

          Muitas dessas lagoas chegam a secar, e os peixes nelas existentes acabam morrendo, servindo de comida para os urubus e os jacarés que vivem nas proximidades.

 

           É riquíssima a fauna ictiológica dos rios do Pantanal, que estão incluídos entre os mais piscosos do mundo e onde podem ser encontradas cerca de 230 espécies de peixes.

          Os peixes são animais aquáticos que apresentam o corpo revestido por escamas ou pele nua, têm nadadeiras para locomoção e respiração branquial. Sua coloração é variada, sendo comum o mimetismo com o ambiente, pois em sua pele existem células especiais, ricas em pigmentos, que, por ação nervosa podem causar uma mudança brusca de cor, permitindo que se confundem com o meio e funciona como defesa.

          Habitam águas doces, salgadas ou salobras, onde são encontrados isolados ou em cardumes.

          Por ocasião das grandes cheias, os pacus, por exemplo, imigram para os campos, a fim de conseguir alimentação com maior facilidade, uma vez que se trata de espécie frugívora, que dá preferência aos capins, flores e aos frutos. Muitas vezes o cardume fica nas redondezas, de certas árvores de frutos silvestres, a espera da queda.

 

 

 

 

 

 

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