Ariranha

            As Ariranhas, Pteronura brasiliensis vivem nos grandes rios, em pequenos grupos ou aos pares, permanecem longo tempo dentro d'água, nadando mergulhando, procurando alimentos, que consiste principalmente de peixes, inclusive piranhas e caçam também pequenos animais mamíferos e aves aquáticas.

 Ariranha alimentando seu filhote.

          A ariranha constrói suas moradias onde o canal do rio encosta no barranco coberto de vegetação. As entradas das locas variam de tamanho. Quando a escavação é recente, mede de vinte a trinta centímetros de diâmetros e é um pouco mais larga que alta. Com capacidade de suporte de uma área atingida é difícil para a ariranhas estabelecer um território próprio, condição indispensável para a procriação. O tamanho desse território depende muito da oferta de presas. A abundância de peixes é fundamental, pois somente com farta nutrição a fêmea leva ao término a gestação e a amamentação. As fêmeas tem em geral 2 ou 3 filhotes de cada vez. Só depois de 3 meses, que os filhotes são capazes de nadar e de se alimentar sozinhos.

       

            Os gato, são conhecidos como os felinos silvestres de pequeno e médio porte, ágeis e flexíveis. Tem garras retrateis e se alimentam de presas vivas. São eles: os gato-mourisco, gato-maracajá, gato-do-mato-comum, jaguatirica. Vivem no interior das matas, nas beiras de rios e banhados, mas evitam os campos. Caçam à noite, principalmente aves e pequenos mamíferos, entre os quais macacos.

          As onças são os grandes felinos, caracterizados pelo porte bem maior do que os gatos-do-mato e considerado ferozes, sendo por isso temidos e perseguidos. São a onça parda e a pintada.

Suçuarana

          A onça parda vivem em vários ambientes, preferindo as matas e capões onde encontram refúgio, entre a vegetação cerrada.

          Caçam à noite, especialmente pacas, veados e macacos e quando não conseguem comer toda a presa, procuram escondê-la embaixo de ramos. O acasalamento pode ocorrer em qualquer época do ano e, após uma gestação de 13 semanas nascem de 2 a 4 filhotes. As onças pardas são muito parecidas com os gatos-do-mato, não rugem e têm voz semelhante a um miado alto e comprido.

        Onça pintada, vivem nas matas, em lugares sombrios e úmidos, perto dos rios. Seu tamanho varia muito conforme a região, sendo que as do Pantanal chegam a pesar o dobro das que vivem na América Central. Demarcam territórios, não fazem toca, nem têm morada fixa. São animais grandes e robustos, o animal adulto chega a medir dois metros e meio do focinho à ponta do rabo e a pesar  aproximadamente 200Kg. Em cativeiro, elas vivem até vinte e dois anos. A pelagem é amarelada com manchas pretas, as vezes as manchas são grandes e erroneamente alguns acham que são totalmente negras, que são chamadas de pantera, mas trata-se da mesma espécie. A onça-pintada atinge a maturidade sexual aos três anos e o período de gestação varia de noventa a três cento e dez dias, sendo a cria de dois a três filhotes, que nascem pesando aproximadamente 850g, com os olhos fechados, abrindo-os por volta do décimo-terceiro dia.

          Andam e caçam solitariamente, exceto em época de reprodução ou quando estão com filhotes. Suas presas preferidas são os  porcos-do-mato, capivaras, jacarés e veados, mas também podem se alimentar de, peixes, aves e gato.

Seu peso e sua postura ajuda a manter suas características polivalentes: assusta pelo berro, dissimula-se pelo andar sutil, escala árvores e atravessa um rio a nado. Ao contrário da lenda, não caça homens - na verdade, tem medo deles e só aceita o combate quando é acuada.

          Ainda hoje é dizimada pelos fazendeiros e peões do Pantanal, em cujas casas é comun. exibir-se uma pele de onça como troféu. Mas é também o animal que mais atiça o imaginário popular, talvez por combinar beleza, sagacidade e ferocidade.

          Atribui-se a ela a capacidade de paralisar os homens e imitar outros animais. Nômade e irrequieta, a onça precisa de muita terras para viver: seu território mínimo é estimado em 3 milhões de metros quadrados, mas se tem confinado nas matas do Pantanal e às jaulas de Zoológicos.

 

 

        A Panthera onça palustris é a subespécie encontrada no Pantanal. Seu território se acha cada vez mais restrito, o que a obriga a procurar alimento nas fazendas, onde é exterminada. Está na lista dos animais em extinção.

          Existe uma terceira variedade chamada de canguçu, diferenciada das onças comuns por ter tamanho um pouco menor, malhas pequenas e mais numerosas.

         Na região, um tipo humano muito curioso é o antigo caçador de onças conhecido pelo nome de "zagaeiro" que mata o felino com uma arma primitiva, a zagaia, tipo de lança de ferro, fixada a comprido cabo de madeira de lei. A caça com zagaia é sempre realizada com auxilio de cães de caça. Quando ferido ou acuado, o animal lança-se contra o caçador que o espera com a zagaia escorada no solo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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