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O Pantanal
é refúgio para uma grande variedade de répteis e mamíferos,
destacando-se um grande número de animais constantes da listagem da
Fauna Brasileira ameaçada de extinção, elaborada pelo IBDF. Rizzini
refere-se ao Pantanal como "uma região em evolução, dominado por
uma mistura complexa de vegetais, animais e de comunidades".
Ocupando as densas matas de galeria que se estendem na beira dos
rios, encontramos a maior parte dos mamíferos do Pantanal, considerados
vertebrados de organização mais elevada, são animais de formas,
tamanhos e costumes variados.
São encontrados no Pantanal, os morcegos hematófagos, que são
perigosos transmissores de doenças, entre as quais a raiva. Atacam os
animais à noite, mordendo-os, para chupar o sangue. Desse modo
transmitem doenças que podem levar os animais à morte. Existem também
as espécies de morcegos não hematófagos. |
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A anta Tapirus terrestris, vivem nas proximidades dos rios; dois roedores a
paca Agouti paca, com hábitos noturnos, e a cotia Dasyprocta aguti,
com hábitos diurnos e por isso mesmo mais freqüentemente observada. O quati
ou coati Nasua nasua anda em
bandos; habita diferentes comunidades e possui dieta extremamente
variada. |
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Os monos, os maiores primatas da América Latina, chegando até a altura
de 1.30m, eram abundantes no Pantanal. O mono-carvoeiro, como é
conhecido, é uma espécie praticamente extinta, existindo apenas alguns
exemplares em zoológicos.
Nas árvores das matas de galeria vivem pequenas comunidades de macaco-prego
Cebus apella que tem esse nome
porque o macho possui pênis longo e delgado parecendo um prego. Cinco
espécies de bugio podem ser vistas na região como os: mico (Cebus), o macaco-da-noite ou adueiro(Trigivitatus viciferans), o mico-preto, o macaco-de-chuveiro ou
jurupixunas(Saimiris) e 25 espécies
de saguis-símios, que são macaquinhos de pequeníssimo porte. O bugio
ou guariba Alouatta caraya freqüenta
o topo das árvores mais altas. É corpulento, pesando mais de 8 quilos
e o macho mais velho, o "capelão" lidera um bando de uma
dezena de indivíduos.
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Entre
os felinos encontra-se a
jaguatirica
Felis Pardalis, a suçuarana ou onça-parda
Felis concolor, a pintada de
malhas pequenas e a onça-pintada Panthera
onça palustris, atualmente ameaçada de extinção, vítima de caçadores
inescrupulosos. Estas espécies de felinos necessitam de áreas muito
grandes para sobreviver, sendo que cada animal pode ocupar dezenas de
quilômetros quadrados como área de ocupação
Nos varjões, campos encharcados cuja características é a palmeira
buriti, é o habitat natural do
cervo do Pantanal Blastocerus dichotomus, o maior cervo da América do Sul. Apesar de
estar protegido, há muito esta na relação dos animais em extinção, a
população do cervo está se reduzindo a cada ano, pois tem sido vitimas
de enfermidades transmitidas pelo gado bovino, como a brucelose e a
febre aftosa.
Outra espécie muito abundante na região é a Capivara Hydrochaerus hydrochaeris, o maior roedor do mundo, chegando em casos raros, a 1 metro de comprimento e a 50 quilos de peso. Vivem em grupos de 10 a 20 membros e alimentam-se de gramíneas e plantas aquáticas, com pés palmados, nadam bem e, para escapar aos predadores, permanecem submersas até 10 minutos.
Por alimentar-se de
vegetais e, aos bandos, devastar lavouras, é muito caçada pelos
agricultores. Mas não corre risco de extinção - ao contrário, com a
destruição de seu predador, a onça, fez com que lhe a capivara se
multiplicasse.
É fácil sua manutenção e criação em cativeiro, agindo como um
animal doméstico, com reprodução normal. |