Drª Selma Rodrigues  Universidade do Pantanal

          Para ser uma pesquisa completa esta teria que remontar a uns 12.000 anos atrás, que foi onde começou a necessidade por hospedagens, isto é desde que o homem sentiu necessidade em conhecer outros lugares seja por comércio, guerras ou divulgação do saber, como aconteceu com os gregos.

          Se começarmos pelo período Homérico (narrados por Homero na Ilíada e na Odisséia), quando os aqueus e os dórios conquistam e dominam Micenas, Tróia e Creta, e trouxeram para a costa do mar Egeu, um regime patriarcal e pastoril, para nos próximos quatrocentos anos passarem à uma economia doméstica e agrícola e, em seguida à economia urbana e comercial, começando então a visitar países distantes.

          Na Grécia arcaica, nos finais do século VIII a.C. quando constróem cidadelas ou fortalezas para sua defesa, começam a surgir cidades como sedes de governos das comunidades, onde surgem Atenas, Tebas, Esparta e outras, economicamente predominam o artesanato e o comércio, os artífices e comerciantes se sobrepõem aos aristocratas fundiários, e os gregos se espalham por toda orla do mediterrâneo.

          A partir do século XII a.C., hordas dóricas invadem as regiões ocupadas pelos aqueus, que, em migração forçada deslocam-se para a Ásia Menor fundam colônias marítimas, desmantelam a estrutura agrária patriarcal, tornando-se potência de navegação, comércio e artesanato, em intenso contado com outros povos do Oriente.

          Com tantas viagens e explorações em outras terras e povos é fácil deduzir que haveria de ter lugares onde alojavam estas tropas, apesar de não possuir  relatos.

          Estes relatos de hospedarias começa a ser mais detalhado com as viagens dos Romanos e suas vias feitas especialmente para estas viagens.

          Com o domínio do Império Romano, este requer uma série de intervenções sobre o território, notáveis pela novidade das técnicas e por sua aplicação, e o estado intervém com autoridade e com meios adequados, para construir e manter eficientes os serviços públicos.

          Os romanos construíram uma vasta rede de estradas por onde seus exércitos podiam viajar vários quilometro por dia, estes extensos percursos, exigiam uma infra-estrutura ao longo das estradas para descanso e abrigo para os soldados e animais que os acompanham nestes trajetos.

          Estas vias eram feita sobre um calçamento artificial de pedras batidas, com largura limitada de 4 a 6 metros, o bastante para permitir a passagem dos pedestres e dos carros. A sucessão de curvas e declives é tratado de modo a tornar o trânsito mais fácil e rápido. Onde não existem obstáculos naturais são preferidos os traçados retilíneos, mesmo que longo, como a Via Ápia,  onde estava instalada algumas das Termas, como Termas de Caracala, Termas de Diocleciano, o Augusteu.

          As termas  eram casa de banhos e relaxamento, dotada de verdadeiros requintes de conforto. Compunham-se de dois edifícios, sendo que o primeiro - que precedia o balneário propriamente dito - estava integrado por compartimentos para banho individuais, reservatório de água, academias, salas de conferência, palestras e ginásios.

          No segundo prédio - balneário - havia um peristilo descoberto, vestiário, sala de perfumes, salas de massagens e de conversação. No espaço descoberto estava uma piscina cercada de pequenos compartimentos para repouso dos nadadores, enquanto numa área coberta e central se encontravam quatro piscinas de água morna, ricamente decoradas e construídas com mármores.

          Além desses compartimentos, existiam salas para espectadores, cômodos para preparação e outros para imersão em banhos quentes, mornos e frios, além de faustosas bibliotecas, salas para exercícios físicos e outras para educação das crianças.

 

 

 
 

 

 

 

 

 

 

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