Nos locais, temporariamente, inundáveis e imediações as construções em palafitas proporcionam ao homem uma ocupação mais efetiva. Entretanto, na cidade de Corumbá, devido a situação geográfica, as habitações construídas no final do século passado, constituí um patrimônio histórico que já esta em processo de tombamento e restauração. Feitas de pedra, muito altas, espaçosas e arejadas. O conjunto arquitetônico que o porto de Corumbá até hoje abriga, guarda ainda essas características perfeitamente adaptáveis ao clima quente da região.

Como estas casas ficam muito perto da beira do rio, elas são construídas em palafitas para que no período da chuvas permaneçam sobre as águas do rio Paraguai.

            A cultura assume características próprias. Os portugueses ao chegarem ao Pantanal aliaram-se ao índio e integraram-se aproveitando elementos da cultura nativa para tornar possível a sua sobrevivência, o mesmo se deu mais tarde em relação ao negro.

            As influências geográficas e o próprio clima que modelam os aspectos materiais, sociais e animológicos da cultura pantaneira dão origem ao tipo humano característico da região e psicologicamente diferenciado.

            "O fato é que ao longo da história, confinado nestas distâncias, o pantaneiro acabou por transformar-se num criativo improvisador, adaptador de meios capazes de garantir-lhe a supremacia sobre os elementos naturais, através de intervenção pacífica no sistema ecológico, a fim de conciliá-lo práticas domésticas e as atividades concernentes ao trabalho rural desenvolvidos nas fazendas." (Albana Xavier Nogueira CEAU/UFMS)

            A primeira Guerra Mundial e a chegada da linha férrea mudaram completamente as características dos donos de terra.

            Aos poucos eles foram adequando suas atividades, notadamente a pecuária, a novos padrões, e transferindo-se das sedes das propriedades para as cidades, como Corumbá e, não raras as vezes, para São Paulo e Rio de Janeiro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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