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"O turismo é uma atividade humana internacional que serve como meio de comunicação e como interação entre povos, tanto dentro como fora de um país. Envolve o deslocamento temporário de pessoas para outras regiões ou países visitando à satisfação de outras necessidades que não a de atividades remuneradas.
Pode-se dizer que qualquer viagem temporária com duração superior à 24 horas é turismo e que as viagens de apenas um dia são excursões. E viagens para lugares considerados especiais pela sua infra estrutura, ambiente ou características regionais ou vegetais, é o que chamamos de ecoturismo.
O interesse por lugares relativos a meio ambiente peculiar, independente das causas que os busquem e das práticas sociais dele decorrentes, permite a interpretação de indícios como um desejo contemporâneo de retorno à natureza. Como diz Célia Maria Toledo Serrano.
Desejo que vem se traduzindo em algumas buscas como por exemplo, a obsessão pela proteção da natureza, a valorização e a tentativa de salvaguarda dos saberes de comunidades tradicionais - considerados como elementos necessários para a reformulação das posturas predatórias da sociedade mais ampla em relação ao ambiente - ou, ainda, a tentativa quase literal de reencontrar a natureza por meio do turismo, especialmente em sua variação ecológica ou ambiental.

O turismo considerado organizado, surgiu em meados do século XIX, como conseqüência do desenvolvimento tecnológico iniciado pela Revolução Industrial, e da formação da burguesia comercial com tempo, dinheiro e disponibilidade para viajar.
Houve com a Revolução Industrial uma nova divisão do tempo: o tempo biológico, o tempo de trabalho, tempo livre e tempo inoperante. Divisão esta com grandes implicações na vida de todos os cidadãos e, conseqüentemente,também sobre as viagens turísticas.
Se no passado as viagens foram movidas, sobretudo, por interesses econômicos, militares, encontram-se também as viagens, embora com menor intensidade, feitas por motivos religiosos, de saúde, de cultura, ou de curiosidade. É o caso dos viajantes que, bem antes, iam visitar as Pirâmides do Egito, os vulcões Vesúvio e Etna. Recursos turísticos que continuam a atrair grande número de pessoas até hoje.
Antes da era Industrial, a população se distribuía de maneira diferente a de hoje, embora encontremos alguns exemplos de cidades que, devido à sua concentração urbana, geravam problemas semelhantes às cidades da era industrial.
Alexandria (séc. IIIa.C.), Por exemplo, era um centro cultural e comercial de grande porte (mais de 500 mil habitantes) que possuía nos seus arredores centros de lazer para atender às necessidades de evasão dos seus cidadãos.
Roma, a exemplo de Alexandria, tornou-se um centro cosmopolita de grande porte com todas as vantagens, como também as desvantagens, e os inconvenientes de uma grande cidade.
Inconvenientes estes que eram compensados pelo lazer proporcionado pelos circos romanos que se espalhavam por várias localidades.
Com a decadência do Império Romano e a invasão dos bárbaros, no século V, a segurança nas estradas desapareceu. Viajar tornou-se um alto risco.
No fim do século XVI, a renascença e as grandes descobertas abriram para os Europeus novos horizontes. O Renascimento desenvolveu toda uma gama de valores, como também mudanças de costumes, e isto tem fomentou de alguma forma as viagens.
No século XVII, verificou-se o surgimento de uma nova estrutura urbana, isto é, separa-se o local de residência do local de trabalho. Os estabelecimentos comerciais alinham-se lado a lado expondo seus produtos aos passantes. As cidades passam a ser uma atração, as pessoas vinham para percorrer as vitrines, à semelhança do que fazem milhares de turistas na época moderna, com o intuito de fazerem compras. As cidades, a partir, do século XVII, passaram a se constituir num atrativo turístico e continuam até hoje pela sua característica, como também pela sua arquitetura. O século XVIII, trouxe um acontecimento que favoreceu às viagens - o Romantismo. Exalta-se tudo o que é natural, as obras dos artistas da época reformulam a posição do homem perante a natureza. Dos sentimentos de opressão, submissão e impotência, surgem a admiração e a exaltação romântica pelo mundo natural. O Romantismo despertou, sobretudo junto às camadas mais intelectualizada, uma nova visão da natureza, chamando atenção para sua beleza, o que até então era encarado apenas como locais de trabalho, de moradia e passeio.
No final do século XVIII, ocorrem várias mudanças que estavam sendo processadas, a aristocracia esvazia-se, e as mudanças ocorrem principalmente na agricultura e na indústria, as pessoas passaram a viajar para inteirar-se das novas descobertas, isto é, para informar-se. As viagens passam a fazer parte da vida profissional. Buscam em outros países informações sobre os avanços no comércio, agricultura e manufaturados para assim poder importar novidades que contribuíssem para o desenvolvimento da própria profissão.3
Todos estes fatores fizeram com que mudassem a ótica ao se realizar viagens. Enquanto que na aristocracia as viagens faziam parte da formação, na burguesia nascente elas inseriam dentro de uma visão profissional.
A tecnologia do final do século XIX possibilitou novas construções com ferro, concreto ou vidro, no uso das estações ferroviárias, grandes construções com estruturas livres para sediar exposições e grandes festas, e ainda grandes edifícios, arranha céu, com estruturas que somente estes novos materiais poderiam comportar.
Estas novas possibilidades começaram a mudar a aparência das grandes cidades do mundo, mudando também os meios de transportes.
Dois meios de transporte são desenvolvidos nessa fase, ambos construídos em ferro e aço e dotados de motores a propulsão com base no vapor de água - os navios e os trens. Construídos com grande sofisticação e luxo, são cada vez mais utilizados nas viagens intercontinentais, que até meados do século XIX, se ocupavam no transporte de emigrantes.
O crescimento do turismo na Europa é interrompido pela Primeira Guerra Mundial e retomado em 1919. O ano de 1929 pode ser indicado como o auge do turismo europeu, quando a Suíça recebeu 2.209.000 visitantes estrangeiros. A crise iniciada no mesmo ano, com a queda da Bolsa de Valores de Nova York, reflete-se no mundo todo e atinge a Europa em 1932, causando uma estagnação no turismo.
Com a Segunda Guerra, o turismo fica paralisado no mundo todo. Os efeitos da Guerra são tão profundos que somente em 1949 o turismo renasce, então com características crescentes de “turismo de massa”. A partir desse período as atividades turísticas ganham melhor organização nacional em diversos países. Desenvolveram-se os meios de transportes, os meios de hospedagens, as agências de turismo, a infra-estrutura de base, etc. Os viajantes passaram a ser vistos em todo o mundo, em grande quantidade e pelas razões mais diversas. O crescimento do turismo após a Segunda Guerra Mundial tem como causas a instituição geral de férias pagas aos trabalhadores, a elevação geral do nível de renda, a valorização da mentalidade do direito ao lazer e ao turismo, e a mudança dos hábitos de consumo nas sociedade que, aos poucos, vão se transformando em pós-industriais, com o crescimento do setor terciário ou de serviços. As pessoas conquistam o direito ao tempo livre. O individualismo e a possibilidade de ter prazer na vida deixam de ser algo negativo ou pecaminoso. Enfim, o turismo e as viagens tornam-se um objeto de consumo do ser humano contemporâneo.4
No decorrer dos séculos, os homens viajaram de acordo com seus meios materiais disponíveis, seus conhecimentos adquiridos e suas convicções em vigor. Houve momentos mais propícios à prática das viagens e momentos menos propícios. Um dos momentos favorável é este que se está vivendo nas últimas décadas. As viagens, uma das manifestações do lazer, fazem parte da programação da grande maioria das pessoas, sobretudo para aquelas que vivem em países desenvolvidos.
O século XX abriu as portas para a prática do turismo em grande escala graças às transformações proporcionadas pela Revolução Industrial. O turismo passa a integrar a vida das nações. A compreensão do turismo pressupões, contudo, o conhecimento do lazer já que aquele é uma manifestação deste.
E isso constitui a característica principal do turismo de massa nas sociedades modernas, boa parte do tempo, viajará para algum lugar com a finalidade de contemplar e ali permanecer por motivos que, basicamente não tem ligações com seu trabalho. Hoje avalia-se que as viagens ocupam quarenta por cento do tempo livre. Se as pessoas não viajam perdem o status, a viajem é uma marca de status. A importância disso pode ser avaliada ao examinar o significado econômico do turismo enquanto indústria.

Ecoturismo, um neologismo "ecologicamente correto" criado por Hector Ceballos no início da década de 80 e simpático às Ongs, segundo um grupo multidiciplinar formado por representantes de entidades governamentais e não-governamentais, que em agosto de 94, a convite dos Ministérios do Meio Ambiente e da Indústria, Comércio e Turismo, analisou e estabeleceu bases para um decreto para orientar a política e o programa brasileiro de Ecoturismo, deve ser entendido como:
"Ecoturismo é um segmento da atividade turística que utiliza de forma sustentável patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populações envolvidas."
Ecoturismo é também compreendido popularmente como turismo "natural" indo além da simples observação, propiciando ao viajante um entendimento ecológico do meio ambiente natural.
Na literatura encontrada o Ecoturismo é um conceito relativamente novo. De acordo com o Manual do Ecoturismo da Comissão Técnica da União Européia e EMBRATUR/IBAMA, é definido como o turismo desenvolvido em localidades com potencial ecológico, de forma conservacionista, procurando conciliar a exploração turística com o meio ambiente, harmonizando as ações com a natureza, bem como oferecer aos turistas um contato íntimo com os recursos naturais e culturais da região, buscando a formação de uma consciência ecológica.
O ecoturismo explodiu no mundo das viagens e da conservação como um verdadeiro maremoto; porém, suas raízes são mais evolutivas que revolucionárias. As raízes do eco turismo encontram-se na natureza e no turismo ao ar livre. Os visitantes que há um século, chegaram em massa aos parques nacionais de Yellowstone e Yosemite foram os primeiros ecoturistas.
No século XX houve uma mudança drástica e incessante nas viagens a áreas naturais. A África é um bom exemplo disso. Por volta da metade deste século, safaris fotográficos eram mais populares do que as caçadas.
Nos anos setenta, o turismo de massa individual, ainda interessado nos mamíferos grandes, estava depredando habitat, molestando animais e destruindo a natureza. hoje esse comportamento esta mudando. Os visitantes estão conscientes do dano ecológico que podem provocar, do valor da vida natural e dos interesses das populações locais.
Excursões especializadas - safáris de aves, competições esportivas em regiões naturais, caminhadas pela natureza e outras atividades são cada vez mais comuns. Esse grupo crescente, mas pequeno, constitui o ecoturismo, e surpreendentemente esta tornando toda a indústria de viagens mais sensível ao meio ambiente.
O interesse crescente pelo ecoturismo entre governos dos países em desenvolvimento, os operadores comerciais, as organizações assistenciais e os conservacionistas dá a dimensão de seu enorme potencial econômico e conservacional.
Os ecoturistas gastam bilhões de dólares todos os anos. Mas sua importância vai muito além desses números. Uma das melhores importância é o uso da mão-de-obra e recursos locais. Isso se traduz em entrada de divisas do exterior, projetos adequados ao meio ambiente e engajamento dos moradores da região na indústria de viagens.

A ênfase do ecoturismo nos recursos locais e no emprego de mão-de-obra da região torna-o uma opção atraente para países em desenvolvimento. Países ricos em áreas naturais como o Brasil, mas em situação desfavorável dada a pobreza rural e ausência de receitas de exportação, são bons exemplos.
As questões discutidas de aplicação da arquitetura com o meio ambiente, muitas vezes ultrapassa aos problemas ligados à tipologia ou instalações. Isso é um reflexo da complexidade da experiência do ecoturismo e da necessidade de se envolver a conservação e a cultura local.
Embora seja apenas um componente do ecoturismo, o projeto das instalações pode reforçar e aumentar a satisfação do turista e sua compreensão do local. Proporcionar um alojamento confortável, com baixo impacto ecológico, é a chave para o sucesso das instalações ecoturísticas, porém estas deveriam também servir como janelas para o mundo natural e como meios para conhecer e compreender a natureza.
O crescimento desse nicho de mercado tem sido limitado pela carência geral de infra-estrutura de suporte para o turismo.
A continuidade ao crescimento como indústria, é importante para que os governos e a iniciativa privada reunam recursos técnicos, culturais e financeiros a fim de colocar em prática um programa que priorize o meio ambiente. Os governos e as comunidades locais precisam ter a sensibilidade, clareza e vontade política para encarar o ecoturismo como uma oportunidade de crescimento limitado, a fim de impedir um desenvolvimento descontrolado que destrua o meio ambiente.
A preocupação com as instalações ultrapassa o âmbito do ecoturismo e pode ser percebida em outros setores da indústria do turismo. Importantes redes hoteleiras, como a Marriott Corporation, estão tentando oferecer apartamentos "que não agridam o meio ambiente", isto é utilizando materiais e técnicas de construção que resultam em baixo impacto ambiental. A Choice Hotels esta equipando os quartos com recipientes para a coleta de materiais recicláveis e encorajando os hóspedes à conservação.
A sensibilidade do projeto de instalações construídas dentro dos frágeis limites da natureza deve revelar um forte elo com os princípios de conservação, implícitos no
eco turismo e nos empreendimentos científicos e educacionais.
Grande parte dos visitantes, são atraídos pela beleza do local visitado, mas, muitos têm a expectativa de que os alojamentos vão lhes proporcionar um padrão e semelhante ao dos centros urbanos. O alojamento deve ter um caráter descontraído e acolhedor, que corresponda às expectativas do turista, que viajou para ficar imerso em um cenário natural e selvagem mas quer gozar de algumas regalias no final do dia.
As expectativas dos turistas não podem ser facilmente identificadas ou quantificadas. Trata-se de um mercado diversificado, que envolve uma série de motivações e necessidades. Enquanto alguns ficam contentes em dormir em uma barraca outros preferem pagar por quartos fechados e demais comodidades. As instalações e a infra-estrutura precisa adaptar-se às necessidades atuais futuras.
A natureza é, sem dúvida, a fonte de inspiração para o projeto arquitetônico de instalações ecoturísticas. Infelizmente, muitas instalações recentemente construídas são inspiradas nos projetos das grandes cidades, onde o mercado imobiliário e os materiais de construção industrializados ditam atmosfera, formas e cores estranhas ao cenário natural.
Muitas instalações não estão em sintonia com a natureza, as técnicas e materiais de construção da região, além de serem considerados comum aos visitantes.

A arquitetura para lugares especiais precisa ir além dos requisitos básicos de um abrigo, precisa assumir-se como parte do cenário natural e como expressão das necessidades e desejos dos hóspedes.
O ideal de um projeto nestas áreas é que seja criada a partir do diálogo entre a comunidade local e o empreendedor, como também é importante trabalhar o máximo possível dentro da estrutura da comunidade/cultura, reconhecendo valores da população, bem como o tipo e a disponibilidade de recursos humanos da região.
Para o ecoturista estrangeiro, visitar uma instalação ecoturística representa uma experiência de transposição cultural. O projeto deve levar em conta a importância de fornecer um cenário que propicie essa experiência, embora não deva exceder-se na tentativa de proporcionar um nível de conforto que contraste com o estilo local.
Qualquer mudança em uma área, como a construção de um empreendimento eco turístico, terá um impacto sobre a região.
Para que o ecoturismo seja um sucesso, os empresários e governos locais não devem considerar apenas as instalações isoladamente - não importa quão bem projetada ou planejadas elas possam ser. A adequação das instalações deve ser julgada dentro do contexto de um planejamento global da área. Tal planejamento deve ser resultado de pesquisas entre população local, governo e comunidade científica inteirada sobre a região.
A arquitetura do ecoturismo deve ser encarada como um veículo educativo, que amplie a consciência e a sensibilidade do ecoturista, cientista e estudante. Pesquisas feitas com turistas mostraram que a educação é um dos elementos mais importantes da
experiência com o ecoturismo, embora ele seja, ainda, uma demanda que não é suprida de modo satisfatório. Por essa razão, a ênfase em um projeto inspirado no mundo natural visa não só fornecer a educação, como também a propiciar comodidade em um ambiente freqüentemente considerado hostil para os seres humanos.
O Ecoturismo configura-se como uma importante alternativa de desenvolvimento econômico sustentável, proporcionando a promoção do desenvolvimento social nas comunidades em que se desenvolve em bases sustentáveis, promovendo a proteção e conservação no ambiente natural de suas belezas cênicas e seus exemplares da flora e fauna.
Por outro lado, constatamos que o Brasil possui uma diversidade de ecossistema que poderia ser considerado um verdadeiro tesouro da humanidade, abrangendo a Floresta Amazônica, Mata Atlântica, Cerrado, Pantanal, Caatinga, Floresta de Araucárias, Manguezal e as Zonas Costeiras e Insulares, com seus campos de dunas, ilhas, arrecifes, baías, estuários, brejos, falésias .
As Regiões Naturais, existentes no Brasil, guarda no seu interior inúmeros segredos ainda por serem desvendados. Estas riquezas ocorrem em meio a paisagem exóticas, onde não faltam monumentos geológicos de extrema beleza, esculpidos ao longo de milhões de ano. Possui concentrações de sítios arqueológicos pré-históricos e paleontólogos, como fosseis de dinossauros, entre outros, são encontrados em abundância.
Estas regiões reconhecida internacionalmente pela beleza de suas praias, do verde do mar e das águas mornas do Atlântico, das dunas e falésias, dos coqueirais e manguezais, a rica fauna marinha, de lagoas de águas translúcidas e a hospitalidade de sua gente, além de uma culinária rica e exótica. A riqueza das frutas tropicais, do artesanato, e do folclore.
Convém destacar que o Ecoturismo na indústria de turismo e viagens é o segmento que apresenta o maior crescimento nos últimos dez anos em todo o mundo. Calcula-se que nos últimos cinco anos o número de ecoturistas aumentou cerca de 20% . No Brasil ele vem sendo admirado e praticado pelo mercado externo, onde a preservação já é parte da concepção de turismo e globalização . Tal procura, portanto, possibilita o crescimento do fluxo internacionais e o crescimento de divisas.
Divisas estas, que relacionada às questões ambientais tem contribuído para o crescimento da demanda por atividades ecoturísticas.
Entretanto, a oferta de destinos ecoturísticos depende, essencialmente, da existência de áreas de elevado valor ecológico e cultural, da maneira como estas áreas são geridas, da existência de infra-estrutura adequadas e da disponibilidade de recursos humanos capacitados.
Exemplos de países que oferecem destinos ecoturísticos adequados, obtendo com isso, valores significativos de divisas com seus parques nacionais.
O Quênia obteve em 1988 com o turismo, que é uma atividade que mais rende divisas para o país, US$ 400 milhões. Este país, inclusive, desenvolveu um modelo de atração turística dos animais do Parque Nacional Amboseli. Segundo o modelo desenvolvido por eles, um leão vale US$27 mil anuais, enquanto o valor da manada de elefantes é de US$610 mil.
Em Ruanda, os turistas que desejam ver gorilas do Parque Nacional dos Volcans despendem, anualmente, US$1 milhão em ingressos e de US$ 2 a 3 milhões em outros gastos.
Nos países desenvolvidos, o ecoturismo é uma atividade ainda mais vantajosa. Apenas o sistema de parques nacionais dos Estados Unidos, considerado como a maior rede de atração turística natural do mundo, recebeu mais de 270 milhões de visitantes em 1990. Já os parques estaduais atraíram mais de 500 milhões.
No que se refere aos visitantes dos parques estaduais dos Estados Unidos, cerca de 29,5 milhões de americanos, com idade superior a 16 anos, realizaram viagens com a finalidade primordial de observar e fotografar a fauna.
Para a América Latina, onde o ecoturismo começa a despontar, a atividade se reveste de extrema importância para os esforços nacionais de promoção do desenvolvimento econômico e social. O adequado aproveitamento dos variados ecossistemas, ainda pouco explorados, propiciará a abertura de novas alternativas econômicas e a conseqüente melhoria das condições de vida das populações diretamente envolvidas, além de reduzir alguns dos impactos negativos causados pelo turismo tradicional, devido ao perfil e às expectativas dos visitantes que normalmente viajam em pequenos grupos em comparação com o turismo de massa.
O potencial ecoturístico do Brasil, abrange desde regiões equatoriais ao norte até áreas extratropicais ao sul, diferenciadas climática e geomorfologicamente, com uma grande diversidade ecológica. Incluído dentre os países de mega diversidade, detém um número entre 10% e 20% do total de espécies do planeta. Esta riqueza conhecida corresponde a 22% da flora, 10% dos anfíbios e mamíferos e 17% das aves do mundo.
A superfície territorial brasileira abriga diferentes ecossistemas, destacando-se:
Floresta Amazônica - Abriga o maior complexo hídrico-fluvial da Terra, com cerca de 7 milhões de Km2, sendo uma região de dimensões continentais.
Mata Atlântica - Engloba um diversificado mosaico de ecossistemas florestais com estruturas e composições florísticas bastante diferenciadas, acompanhando a diversidade de solos, relevos e características climáticas da vasta região onde ocorre.
Cerrado - É o segundo maior bioma do Brasil e da América do Sul, ocupando mais de 2 milhões de Km2 e abriga um rico patrimônio de recursos naturais renováveis.
Pantanal - É a maior área de terras inundáveis da América do Sul, compreendendo a totalidade da bacia do Alto Paraguai, uma área de 496.000Km2, dos quais 393 estão localizados no Brasil.
Caatinga ou Semi-Árido - A caatinga cobre aproximadamente 825.143 Km2 do Nordeste, apresentando planícies e chapadas baixas.
Floresta de Araucária - Também conhecida como "Complexo dos Pinhais", pela predominância do pinheiro brasileiro, constitui uma formação vegetal heterogênea: matas, campos e paredões rochosos.
Campos do Sul - Estes campos são denominados "pampas", termo de origem indígena para "região plana". Esta denominação, no entanto, corresponde somente a um dos tipos de campo. Outros tipos, conhecidos como campos do alto da serra, são encontradas em áreas de transição com a Floresta de Araucária.
Manguezal - Manguezal ou Mangue é um tipo de vegetação litorânea que constitui um dos mais típicos ecossistemas tropicais de grande importância ecológica e geológica. A fauna, em especial as aves e invertebrados, ocupa nichos ecológicos importantes e diversificados.
Zonas Costeiras e Insulares - O litoral brasileiro tem uma extensão de 7.367 Km, apresentando uma imensa gama de ecossistemas: campos de dunas, ilhas, recifes, costões rochosos, baías, estuários, brejos, falésias e baixios.
Para o bom uso desses ecossistemas, foi desenvolvido um mecanismo de proteção da diversidade biológica dos endemismos, das estruturas geológicas de relevante significado e da considerável riqueza paisagística - que são consideradas sistemas de áreas protegidas.
Cerca de 3,9% do território nacional estão sob a proteção federal na forma de diferentes categorias, distribuídas em 35 Parques Nacionais, 23 Reservas Biológicas, 21 Estações Ecológicas, 16 Áreas de Proteção Ambiental, 9 Reservas Extrativistas e 39 Florestas Nacionais.
Há ainda, as Reservas Particulares de Patrimônio Natural - RPPN’s - que são áreas de conservação em propriedades privadas, para as quais existe uma legislação federal específica. A intenção da lei é a criação de uma rede particular de conservação onde o proprietário, por sua livre iniciativa, grava de perpetuidade parcela representativa de sua propriedade como Reserva Particular do Patrimônio Natural. É em algumas dessas áreas protegidas, em especial nos Parques Nacionais, Estaduais e Municipais, nas Florestas Nacionais, nas Áreas de Proteção Ambiental - APA’s onde se opera o ecoturismo. São elas o primeiro destino ecoturístico procurado pelos fluxos nacionais e internacionais. É importante assinalar que em algumas áreas protegidas, como as Reservas Biológicas e Estações Ecológicas, não se opera o Ecoturismo devido à fragilidade destes ecossistemas onde a visitação é incompatível com os objetivos de manejo preconizados para estas Unidades de Conservação.

Os impactos negativos e positivos que podem advir da atividade do ecoturismo estão, a princípio, relacionados a danos potenciais ao meio ambiente e à comunidade e, por outro lado, aos benefícios sócio-econômicos e ambientais, esperados a níveis regionais e nacional.
A fragilidade dos ecossistemas naturais, muitas vezes, não comporta um número elevado de visitantes e, menos ainda suporta o tráfego excessivo de veículos pesados. Por outro lado, a infra-estrutura, se não atendidas normas pré-estabelecidas, pode comprometer de maneira acentuada o meio ambiente, com alterações na paisagem, na topografia, no sistema hídrico e na conservação dos recursos naturais florísticos e faunísticos.
É tecnicamente possível estimar-se o impacto ambiental que uma atividade industrial pode vir a causar, se medidas mitigatórias não forem tomadas nas fases de projeto, implantação, e operação, uma vez que matérias primas, produtos, refugos e resíduos são conhecidos e quantificáveis.
Um dos danos mais freqüentes são os causados por muitas pessoas visitando a um mesmo lugar e a principal conseqüência é que em breve, os milhares de pés que seguiram a trilha, simplesmente estragam e destroem a vegetação da superfície. Em seguida o vento e a chuva removem o solo ou em áreas de pouca drenagem, cria-se um lodaçal. Desta forma, teremos provocado um permanente e irreparável dano à natureza. É errado levar ou deixar qualquer coisa na natureza, não importa quão pequeno possa parecer diante da imensidão natural pois como a cada ano cresce o número de visitantes, há um efeito cumulativo e devemos estar preparados para controlar fluxos pois, toda ação praticada, todo comportamento, devem ser considerados à luz do que acontecerá se milhares de pessoas o repetirem.
Mas mesmo assim, o ecoturismo apresenta significativos benefícios econômicos, sociais e ambientais, como: diversificação da economia regional, geração de empregos, melhoramento das infra-estruturas, diminuição do impacto sobre o patrimônio natural e cultural, diminuição do impacto no plano estético-paisagístico e melhoria nos equipamentos das áreas protegidas.
Não há dúvidas que as concepções vinculadas ao ecoturismo representam um avanço em relação ao turismo tradicional e seu manejo superficial do exótico e da beleza natural. Suas estratégias mais elaboradas consideram, por exemplo, os problemas provenientes do choque cultural e questões de difícil solução como a ampliação da distribuição de renda gerada para as populações locais.

Agentes Econômicos do Turismo - São considerados agentes econômicos do turismo: os turistas, os excursionistas, as empresas turísticas e os estabelecimentos turísticos (hospedagem, alimentação, serviços).
Atrativo Turístico - É todo lugar, objeto, equipamento ou acontecimento de interesse para o turismo.
Demanda Efetiva - É a quantidade de bens e serviços turísticos efetivamente consumidos em dado período de tempo.
Demanda Potencial - É a quantidade de bens e serviços turísticos que podem ser consumidos, face a determinado nível de oferta e à existência de fatores facilitadores de acesso.
Demanda Turística - É a quantidade de bens e serviços turísticos consumidos por empresas e/ou famílias, dado o nível de renda, os preços e as necessidades dos consumidores ou usuários.
Ecoturismo - Programas com atividades ligadas ao meio ambiente natural, em geral amadoras e contemplativas, onde os participantes mantém contato com a natureza. Atividades: Caminhadas, Observação de Aves, Etc.
Ecoturismo no Brasil - Em agosto de 94, em diretrizes para um programa nacional, conceituou-se: "Ecoturismo é um segmento da atividade turística que utiliza de forma sustentável o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populações envolvidas."
Excursionista - Também conhecido como Turista Itinerante, excursionista é toda pessoa que se desloca individualmente ou em grupo para local diferente de sua residência permanente, por período inferior a 24 horas, sem efetuar pernoite.
Inventário de Oferta Turística - É o levantamento dos recursos turísticos de uma determinada região, visando a correta ordenação e exploração de território, de forma a otimizar a utilização de seus recursos naturais e da oferta turística em geral.
Oferta Turística ou Produto Turístico - É o conjunto de bens e serviços turísticos, atrações, acessos e facilidades colocados no mercado, à disposição de visitantes e turistas, em conjunto ou individualmente, visando atender suas necessidades, solicitações ou desejos.
Pólo Turístico - É o conjunto de atividades turísticas matrizes que criam efeitos atrativos sobre outros conjuntos definidos no espaço econômico e geográfico. Tal conjunto de atividades turísticas são capazes de aumentar o produto, modificar as estruturas e favorecer o processo econômico em um espaço determinado.
Recursos Turísticos Naturais - São os recursos que estão distribuídos no espaço geográfico e que constituem aquilo que se convencionou chamar paisagem, identificados ou qualificados como de valor e/ou de interesse para uso turístico.
Recursos Turísticos Culturais - São os recursos que resultam do desenvolvimento das atividades humanas e compreendem o conjunto de manifestações culturais, materiais ou espirituais de um local, região ou país, identificados ou qualificados como de valor e ou de interesse para uso turístico.
Segmentação Turística - É a distribuição do mercado em grupos homogêneos em função de algumas características que identificam seus componentes.
Turista - É a pessoa que se desloca para fora de seu local de residência permanente, por mais de 24 horas, realizando pernoite, por motivo outro que o de não fixar residência ou exercer atividade remunerada, realizando gastos de qualquer espécie com renda auferida fora do local visitado.
Turista Internacional - É a pessoa residente no país, independente de sua nacionalidade, que se translada a outro(s) país(es), por diferentes motivos que não sejam o de exercer atividades remunerada ou fixar residência e cuja visita seja por período inferior a um ano.
Turista Nacional - É a pessoal residente no país, independente de sua nacionalidade, que se desloca a um lugar dentro do país, distante do seu local de residência permanente, por mais de 24 horas, realizando pelo menos um pernoite, e que não exerce, no lugar visitado, qualquer atividade remunerada.
Turismo Aventura - Programas com conotação de desafio, expedições acidentadas, na maioria das vezes para adultos, envolvendo viagens arrojadas e imprevistos. Atividades: Escaladas, Espeleologia, Jeep Safaris, Etc.
Turismo de Bem-estar - Programas elaborados para aperfeiçoar ou equilibrar as condições físicas ou espirituais de um indivíduo ou grupo de pessoas. Atividades: Yoga, workshops, Clínicas de Desintoxicação, Spas, Etc.
Turismo Cultural - Programas direcionados a participantes interessados em conhecer costumes de determinado povo ou região. Atividades: Dança, Folclore, Gastronomia, Etc.
Turismo de Incentivo - Programas para empresas ou organizações, com o intuito de motivar ou premiar funcionários ou equipes quando metas de produção ou qualidade são atingidas. Atividades: Cruzeiros, Jeep
Safaris, Etc.
Turismo Esportivo - Programas específicos para a prática de atividades esportivas por amadores ou profissionais. Atividades: Alpinismo, canoagem, Golfe, Mergulho Autônomo, Pescaria, Windsurfe, Etc.
Turismo de Estudo - Programas para aprendizado, treinamento ou ampliação de conhecimentos in situ, envolvendo professores e seus alunos com profissionais locais. Atividades: Antropologia, Botânica, Zoologia, Etc.
Turismo Profissional - Programas que permitem a profissionais um contato direto com a temática que professam, onde podem ampliar ou trocar conhecimentos com outros profissionais. Atividades: Agricultura, Botânica, Fotografia, Ornitologia, Silvicultura, Etc.

A atividade turística no Pantanal sul-matogrossense é bastante recente, embora como atividade econômica se tenha desenvolvido rapidamente nos últimos anos. A maciça divulgação das características e peculiaridades do Pantanal, quer pela mídia nacional e internacional, vem atraindo um número cada vez maior de interessados à pesca e mais recentemente às relacionadas apreciação das paisagens naturais e à vida silvestre.
A cidade de Corumbá (MS), abriga a maior concentração de hotéis na região e conta com agências de turismo especializadas que oferecem todo o tipo de atividades ligada ao meio ambiente. A atividade de pesca também é forte na região, representada pela presença de pequenas embarcações de barco-hotéis que navegam pelo rio Paraguai em busca de locais conhecidos como pesqueiros.
O acesso à região é feito pela BR-262, com asfaltamento em 1981, e com isso surgiu novos empreendimentos turísticos, possibilitando dessa forma maior oferta de leitos, porém voltados mais para o lazer da pesca amadora.
Depois da declaração do Pantanal como Patrimônio Nacional pela Constituição de 1985, passou a ser visto como uma área propícia ao ecoturismo. Formou-se assim uma nova forma de turismo no Pantanal sul-matogrossesse, voltado não só para o setor da pesca de lazer mas também para contemplação da paisagem característica da região tão bem divulgada pela mídia. Com essa nova modalidade, forma-se para o trade turístico uma nova opção de investimento.
Mas é também preocupante a integridade ecológica das áreas escolhidas por agências de turismo para visitação. Os impactos advindos do aumento e de ocorrência de comportamento inadequados e agressivos aos ecossistemas visitados, por turistas de diversas origens e expectativas, incidem direta e progressivamente com elevada intensidade sobre o patrimônio natural da região, isto é, o objeto primeiro da visitação. Interferência globais na paisagem, pela perturbação aos ritmos naturais da fauna e flora locais, crescem de forma linear com o aumento da visitação, chegando até a proporcionar a redução da diversidade ecológica e biológica, a tal ponto que uma pronta recuperação das condições aceitáveis pode ser difícil.
Para não acontecer tais interferência, com danos irreparáveis, pode ser usado certos parâmetros para dimensionar o efeitos danosos, como: o pisoteio excessivo, a destruição da vegetação, visitação ruidosa e indesejáveis a ninhais, tráfego intenso de barcos a motor (óleo, ondas, etc.), são indicativos de parâmetros, facilmente dimensionados, e que pode ser controlados, se fizer uso de um planejamento de turismo.
O planejamento é um processo racional, que implica uma reflexão sobre as condições e repercussões econômicas, sociais, culturais, políticas e ecológicas de um território, e, ao mesmo tempo, pensar as bases para ações futuras na esfera do turismo com propósito de estabelecer critérios, normas futuras e programas de desenvolvimento. Mediante um planejamento se estabelece o tipo de manejo e o turismo que se quer desenvolver dentro da região, com suas características naturais, históricos-culturais e sócio econômicas, se avaliando as diferentes atividades de cada região e sua capacidade de carga turística.
Um planejamento turístico para o Pantanal, pressupõe previamente, um registro sistemático de dados e informações relacionados aos procedimentos envolvidos pela atividade turística, a qual deverá ser a base geral para a formulação de uma avaliação dos principais impactos que na atividade, que através de um desenvolvimento planejado poderá contribuir para um plano global de maneira sustentável na região.
O Plano Nacional do Meio Ambiente - PNMA - tem a sua componente 'Proteção de Ecossistemas" constituída por quatro subcomponentes: Amazônia, Gerenciamento Costeiro, Mata Atlântica e Pantanal. E um planejamento para a região que esta sendo desenvolvido é o Projeto Pantanal que foi criado com o objetivo de reduzir o ritmo e retificar os processos atuais de degradação ambiental nas partes altas e baixas da bacia do Alto Paraguai, por intermédio de programas coordenados e integrados pelos estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, compostos de medidas de proteção imediata e melhorias estruturais a longo prazo.
O projeto tem a preocupação de diagnosticar de maneira integrada os aspectos físicos, bióticos e socioeconômicos, para elaborar as diretrizes e estratégias de ação, para o planejamento ordenado das atividades e incentivos às atividades, e que sejam compatíveis com a capacidade de suporte dos ecossistemas existentes.
A falta de planejamento no uso do solo e dos recursos naturais, baseada na exploração imediatista, gerou para região, sérios problemas com graves
conseqüências: erosão e assoreamento das bacias dos rios tributários do Pantanal como fruto das atividades antrópicas, principalmente nas suas cabeceiras - o uso indiscriminado de agrotóxicos, descontrole das atividades mineradoras, a presença do turismo de maneira desordenada e as vezes predatória.
O contexto local, representado pela fauna, flora, hidrografia e geomorfologia, é a principal mercadoria da atividade turística na região. A união Internacional de Conservação da Natureza (IUCN), com sede na Suíça, num inventário sobre planícies inundáveis, coloca o Pantanal 'entre as mais vulneráveis do mundo e talvez a mais exposta, nas próximas décadas, a mudanças tão drásticas, que poderão levar à sua completa destruição". A Com um ambiente especial e exótico, o Pantanal atrai uma significativa demanda externa e interna, surgindo assim implantação de uma infra estrutura de alojamento nem sempre adequado à região, como também programas, equipamentos e atividades para o turismo, que muitas vezes compromete seus recursos naturais.
Para que haja um equilíbrio do desenvolvimento do Turismo é preciso que este ocorra ajudando as comunidades locais e que esteja comprometido com a conservação ambiental.
O objetivo da política turística, é o de facilitar a recreação daqueles que praticam a atividade. Isto vem de encontro ao modelo escolhido, que é o de crescimento e não o do desenvolvimento. O modelo de crescimento abrange apenas o aspecto econômico, cuja produção é voltada para o mercado externo. O modelo de desenvolvimento abrange o econômico e social, sendo a produção voltada para o mercado externo.
O turismo no Pantanal deve ser implantado a partir de uma visão multidisciplinar que envolva os aspectos físicos e humanos. Deve ser oferecido àqueles que visitam a região, elementos para conhecê-las, não somente quanto às suas belezas, mas também seus problemas e dificuldades que lhe são inerente.
Para que haja uma relação de harmonia entre turismo e conservação ambiental no Pantanal, o Plano de Conservação da Bacia do Alto Paraguai prescreveu algumas ações consideradas imprescindíveis para seu desenvolvimento, entre as quais, sugerem:
- Estudos para a determinação da capacidade de carga, a mais próxima possível, dos recursos naturais e culturais da BAP, os quais vêm sendo utilizados e passíveis de utilização pelo turismo.
- Inventário e zoneamento detalhado dos recursos naturais e culturais da BAP de interesse para o turismo.
- Avaliação das ações e impactos ambientais promovidos pela atividade turística.
- Programas de Educação Ambiental, voltada diretamente para o turismo, enfatizando os impactos negativos e positivos pela atividade.
- Capacitação dos recursos humanos que trabalhem, direta e indiretamente, com o turismo.
- Intensificação da fiscalização e controle junto às atividades do turismo.
- Implantação da Estrada Parque (Rodovia MS-228 e MS-178)
- Recuperação e reordenamento das áreas ribeirinhas degredadas pelo turismo de pesca.
- Recuperação e ordenamento do Porto de Corumbá.
- Elaboração do Plano Diretor de Turismo para a BAP.
O desenvolvimento urbano cresce a cada ano, acrescentando danos
à face do planeta e diminuindo os campos e os espaços abertos
existentes.
A
poluição, em todas as suas formas, reforça a ameaça ao que resta da
natureza e o homem é responsável por este dano, agravado pelo
crescente número de visitantes a ambientes naturais, aumentando ainda
mais o problema.
O contato com a natureza tem
se tornado bastante popular ultimamente, talvez como um antídoto para
as pressões da vida moderna potencializado pela velocidade e poder da
informação e da mídia. Hoje, mais do que nunca, mais pessoas têm
sido introduzidas às atividades ao ar livre, por escolas, organizações,
empresas e é importante ressaltar que ainda há muito espaço para
todos, contanto que se entenda o meio ambiente respeitando, preservando
e sobretudo com uma consciência ambiental.
É
vital que o Meio Ambiente seja protegido e conservado para as gerações
futuras. Para que o Ecoturismo não provoque ou sofra impactos
negativos, devemos promovê-lo com critérios de mínimo impacto
ambiental e cultural, uma vez que impactos, negativos ou positivos,
sempre ocorrerão pois todas atividades humanas tem um custo ambiental
e/ou cultural.
O
Brasil é um país de muitos recursos naturais e com enorme potencial
para todas as modalidades de turismo, porém, muitos de seus
ecossistemas estão ameaçados e - em virtude da péssima fase que nossa
industria do turismo sofre pela má
imagem do Brasil no exterior - a prática
de um Ecoturismo irresponsável em nosso meio ambiente poderá vir a
agravar esta situação.
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