As Araras, são as aves com maior representação brasileira da família dos psitacideos. Sua coloração geral é muito vistosa, sendo machos e fêmeas muito semelhantes. Têm voz estridente e são capazes de aprender a reproduzir algumas palavras quando vivem próxima aos homens. Têm hábitos diurnos e vivem em bandos nas matas ou em campos cerrados. Alimentam-se, especialmente de frutos, mesmo os de casca muito dura, sentindo uma preferência  pelas nozes da palmeira acuri. Nidificam, de preferência, em ocos cavados no alto de troncos de palmeiras ou de outras árvores, em espaços muito restritos, capazes de abrigar só seu corpo, ficando com a cauda para fora.

            É muito bonito  as revoadas de araras no final de tarde ou amanhecer no Pantanal. As espécies mais comuns na região são: Arara-canindé, Arara-vermelha, Ararinha, Arara-azul.

 

  

          Os Papagaios diferem das araras por apresentarem corpo mais robusto e cauda curta e quadrada. A coloração predominante é verde, mas têm fronte azul, garganta, alto da cabeça e face amarelos e algumas partes vermelhas nas asas e cauda.

            Andam em grandes bandos, mas separam-se aos pares na época da reprodução. São muitos barulhentos, imitam vozes de outros animais e aprendem a falar quando vivem perto do homem. Alimentam-se de sementes e grãos. Nidificam em ocos de árvores ou em buracos feitos em barrancos. A postura é de 2 ovos.

            Dessas espécies as outras duas muito parecidas são as Maitacas, porém menores e os Periquitos, este nome estão incluídos vários gêneros e espécies de psitacídeos pequenos. Vivem em bandos grandes.

            As catorras são parentes dos papagaios. De cor cinzenta e branca, vivem em grandes comunidades como forma de proteção. A caturrita, de menor porte e cor esverdeada gosta de se alimentar de néctar das flores, como os beija-flores.

            Ainda da mesma família são o maracanã, pequena arara verde, com ombros e olhos vermelhos, circundados por um círculo branco, e o periquito-de-estrela.

       

       As Corujas, são aves de tamanho bastante variado, com a cabeça aparentemente muito grande. Têm olhos grandes dirigidos para a frente, bico curto e arqueado. Têm visão e audição extremamente aguçadas, o que lhes permite caçar no escuro. Seus hábitos são quase sempre noturnos e o vôo silencioso. São carnívoras e alimentam-se principalmente de insetos, pequenos roedores e aves. As espécies mais comuns na região são: Suindara, Corujinha-do-mato, Coruja-do-campo, Caburé ou Caburé-de-sol.

     Existe uma coruja no Pantanal, a suindara (Strix flammea perlata) da família dos Estrígideos, é uma subespécie da "curuja-das-torres" da Europa, e é chamada na Amazônia de "rasga-mortalha". Seu corpo mede 35cm. Sua penugem é cinzenta e amarela nas costas, com salpicos brancos e pretos; e grande região ocular branca, é margeada por uma linha escura; o lado ventral é branco, salpicado de preto. Alimenta-se de roedores e, muito raramente, também de pequenas aves.

 

 

 

  Os Beija-flores, são as aves pequenas, de tamanho variado, restritas ao continente americano, mas distribuída pelos mais diversos habitats. Têm bico fino , reto ou curvo, adaptado à coleta de néctar ou de pequenos insetos no fundo das flores. É comum terem ornamentos como topetes e tufos e a cauda de forma e tamanhos diferentes. Apresentam cores diferentes, geralmente com brilho metálico. Voam muito rapidamente, com batimento contínuo das asas e têm capacidade de parar no ar, em vôo de libração, enquanto se alimentam. Pousam em galhos finos usando os pés para se segurar, ou raramente para se movimentar sobre eles; nunca andam no solo. Muitos beija-flores são polígamos. A maioria constrói ninhos bem leves em forma de tigelas, tecidos com material macio tal como fibras vegetais, teias de aranha e liquens, fixados em ramos em posição horizontal.

            No Pantanal podem ser encontrados inúmeros tipos de beija-flores, pertencentes a vários gêneros. Os mais comuns estão o: Tesourão ou rabo-de-tesoura, Cuitelo-de-rabo-branco, Balança-rabo-de-bico-curvo, Beija-flor-orelhudo, Beija-flor-de-garganta-preta, Beija-flor-dourado-de-bico-curvo, Beija-flor-tesoura-arroxeado, Beija-flor-verde de cauda-preta, Verdinho-do-bico-vermelho ou besourinho, entre os mais comuns.

            Martins-pescadores, são aves de porte variável, cabeça provida de penacho, bico grande e forte, e plumagem de cores diversas. São solitários raramente vêem-se casais. Podem ser vistos pousados em galhos de árvores, pontes e cercas, às margens dos rios, corixos e banhados.

            Alimentam-se, principalmente, de peixes que pescam mergulhando. Comem também insetos, pequenos anfíbios, répteis e filhotes de mamíferos. Capturam animais terrestres de maneira semelhante a que usam para pescar: mantêm-se em vôo de libração, ou seja, batendo as asas sem sair do lugar, sobre o local em que está a presa; quando conseguem uma boa visibilidade, juntam as asas ao corpo e atiram-se em mergulho, como uma flecha, apanham-na com o bico e engolem-na imediatamente. Cavam galerias nos barrancos dos rios, ou aproveitam buracos abandonados para a construção dos ninhos. Enquanto a fêmea choca, o macho se encarrega de alimenta-la. O cuidado com os filhotes é repartido pelo casal. As espécies mais comuns na região : Martim-pescador-grande ou matraca, Martim-pescador-verde, Martim-pescador-pequeno-verde, Martim-pescador-pequeno-pintaddo e Martim-pescador-miudinho.

           Pica-paus são aves de tamanho muito variável, de bico forte, pontudo e língua flexível. Muitos têm a cauda provida de penas rijas com as quais se escoram, quando ficam em posição vertical, agarrados aos troncos.

            Vivem em matas densas e capões, solitariamente ou aos casais. Executam vôos curtos, de modo curioso: batem as asas rapidamente, subindo em curva e, com as asas fechadas, descem, também em curva. Usam o bico para furar ou levantar as cascas das árvores e a língua viscosa para ajudar a apanhar alimento, constituído, principalmente de vermes e de insetos, tanto larvas como adultos.

            Nidificam em buracos que o casal cava, de preferência, em troncos velhos de árvores. Alguns fazem ninhos em barrancos, ou mesmo no chão. Botam em média 5 a 6 ovos e os filhotes permanecem bastante tempo no ninho sendo cuidado pelo casal.

           No Pantanal podem ser encontrados inúmeros tipos de beija-flores, pertencentes a vários gêneros. Os mais comuns estão o: Tesourão ou rabo-de-tesoura, Cuitelo-de-rabo-branco, Balança-rabo-de-bico-curvo, Beija-flor-orelhudo, Beija-flor-de-garganta-preta, Beija-flor-dourado-de-bico-curvo, Beija-flor-tesoura-arroxeado, Beija-flor-verde de cauda-preta, Verdinho-do-bico-vermelho ou besourinho, entre os mais comuns.  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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